BIKE MTB

Brasileiros competem em Copa do Mundo UCI de MTB no Canadá

Henrique Avancini, Sherman Trezza e Raiza Goulão conquistaram os 24º, 45º e 21º lugares, respectivamente. Evento aconteceu neste domingo em Saint-Ferréol-les-Neiges, na província de Quebec. 

As montanhas de Quebec foram o cenário da luta do mountain bike mundial. A Copa do Mundo UCI de Mountain Bike aconteceu em Saint-Ferréol-les-Neiges, montanha de Mont-Sainte-Anne, na província de Quebec neste domingo (6). Os brasileiros Henrique Avancini (Cannondale Factory Racing), Sherman Trezza (Caloi Elite Team) e Raíza Goulão (Primaflor-Mondraker Rotor Ajram Capital Team) estiveram no mundial e conquistaram os 24º, 45º e 21º lugares, respectivamente.

Evento aconteceu em em Saint-Ferréol-les-Neiges, montanha de Mont-Sainte-Anne, na província de Quebec (Foto: André-Oliver Lyra)

No feminino, a campeã foi a ucraniana Yana Belomoina que completou a prova com 1:17:50. Em entrevista para a Red Bull TV, ela disse que com o resultado, irá focar para uma boa colocação no final do campeonato. “É um sentimento maravilhoso. Estou tão feliz e eu não sei o que dizer sobre esta temporada, mas é uma temporada incrível. Tudo isso também é muito bom para a equipe da Ucrânia e agora eu tenho muita motivação para o campeonato mundial com este resultado”, afirmou.

A brasileira Raiza Goulão terminou a prova com 1:25:07. Ela disse que o percurso é muito técnico e que hoje não foi o melhor dia para ela. “A prova é um dos percursos mais completos tanto da parte técnica quanto subida. Para mim, foi um dia meio atípico, pois eu esperava um pouco mais da minha performance. Porém, eu não desisti em nenhum momento, tentei me superar a cada volta e foi uma prova bem dura”, afirmou.

Evento foi neste domingo (6) (Foto: André-Oliver Lyra)

Para Raiza, o circuito exige estratégia e técnica. “Eu acho que os principais desafios dessa prova foram as três subidas longas que têm, e depois das subidas, sempre tem uma sessão técnica. Então isso desgasta muito o corpo, tem que redobrar a atenção. Os braços trabalham muito. É uma pista completa que te exige uma boa estratégia, saber onde atacar e manter forte na subida”, comentou.

A brasileira agora se prepara para a próxima etapa, a Copa do Mundo de XCO no dia 27 de agosto em Val di Sole, na Itália. Logo depois, ela embarca para o Mundial na Austrália, no dia 5 de setembro.

No masculino, o campeão foi o medalhista olímpico, o suíço Nino Schurter com 1:31:51 de prova. Em entrevista à RedeBull TV, ele falou sobre a vitória. “Estou muito feliz, é uma temporada perfeita. É incrível ser quinta vez campeão de uma etapa de Copa do Mundo este ano. Estou muito contente e orgulhoso também. A pista é muito técnica, tem muitas subidas e eu prefiro. É simplesmente um circuito perfeito”, comentou.

O brasileiro Henrique Avancini completou a prova com 1:36:21 e o atleta avaliou a participação dele como positiva. “Esse ano eu participei de três etapas, e conquistei os três melhores resultados brasileiros em Copa do Mundo, fora uma etapa que foi realizada no Brasil em 2005. Essas três provas foram os três melhores resultados da história de um brasileiro em Copas do Mundo de MTB, incluindo um Top 10, resultado inédito pra gente, que conquistei em Andorra, depois o 22º e o 24º agora. Antigamente, para chegar em um top 25 precisava de um dia inspirado e hoje eu consegui fazer um top 25 em um dia que eu não andei tão bem. Isso mostra que eu estou evoluindo e no caminho certo”, analisou o atleta.

Segundo Avancini, a pista em Mont-Sainte-Anne é um dos circuitos mais exigentes do calendário da Copa do Mundo. “Este é um circuito traiçoeiro. Temos transições em uma espécie de gramado que é bastante acidentado, tem muitos buracos e pedras por baixo do gramado, então é um circuito que em nenhum momento tem uma rolagem boa, tem sempre muitos impactos. Assim, é difícil achar um ritmo mais fluido. Além disso tem trechos muito ingrimes, tanto em subidas quanto em descidas, alguns com bastante pedras. É um dos circuitos talvez mais exigentes tanto no calendário da Copa do Mundo quanto do ponto de vista técnico e físico”, comentou.

O atleta ressaltou que volta ao Brasil para correr na Copa Internacional Levorin de Mountain Bike. “Eu quis manter a CIMTB no calendário e volto para o Brasil. No começo do ano eu declarei que eu daria uma atenção ao campeonato, já que o evento faz muito pelo mountain bike nacional. Então, ao invés de deixar essa prova de lado e dar atenção completa a última etapa de Copa do Mundo, eu decidi voltar ao Brasil para competir em Congonhas antes de viajar para Europa e em seguida Austrália”, concluiu.

Sherman Trezza finalizou a competição com 1:41:19 e disse que o rendimento foi abaixo do esperado. “Larguei com o número 47, tive uma largada complicada e não consegui me encaixar em uma boa posição, perdendo muito tempo no início da prova. Depois, andei em um bom ritmo, sem cometer erros e fechei em 45. Estou há dois anos afastados das provas do circuito mundial e quando você retorna, acaba sentindo um pouco o ritmo e nível técnico da prova”, avaliou Trezza.

Trezza também volta para o Brasil para a 3º etapa da CIMTB Levorin que acontece entre os dias 18 e 20 de agosto em Congonhas.

Confira o resultado da Elite Feminina.
Confira o resultado da Elite Masculina.